Entre os dias 20 e 22 de março, a 13ª edição do Lollapalooza Brasil voltou a mostrar por que o festival se tornou uma das operações mais complexas e relevantes do calendário de entretenimento ao vivo no país. Com um line-up de forte apelo e uma estrutura espalhada por diferentes áreas do Autódromo de Interlagos, o evento exigiu, mais uma vez, uma infraestrutura técnica capaz de sustentar captação, transmissão, interligação de sinais e comunicação entre equipes com alto nível de confiabilidade.
Para a Seegma, essa edição também marca a continuidade de uma atuação que já vinha se consolidando nos bastidores de grandes festivais. Depois da operação realizada no ano anterior, 2026 reforça a presença da empresa em um ambiente onde desempenho técnico, resposta rápida e integração entre sistemas fazem toda a diferença.
Um festival grande no palco e gigantesco por trás dele
Quando o público pensa no Lollapalooza, a imagem que vem primeiro é a dos shows, dos artistas principais e da experiência ao vivo. Mas, para que tudo isso aconteça com fluidez, existe uma engrenagem técnica que precisa funcionar sem ruído do início ao fim.
Em um evento com múltiplos palcos, áreas de imprensa, espaços de hospitalidade, zonas de circulação, unidades móveis e equipes operando ao mesmo tempo, o desafio não está apenas em captar bem. Está em garantir que cada ponto da operação se comunique com estabilidade, que os sinais circulem com segurança e que qualquer ajuste aconteça em tempo real.
É nesse tipo de contexto que a operação de bastidor deixa de ser detalhe e passa a ser parte essencial da experiência.
Mais um ano de colaboração entre Seegma e Flashlinks
No Lollapalooza Brasil 2026, a parceria entre Seegma e Flashlinks voltou a ter papel importante em uma operação de alta exigência. A dinâmica dessa colaboração passa por uma combinação clara: a Flashlinks conduz a operação do evento, enquanto a Seegma entra como parceira técnica, contribuindo com equipamentos, conectividade, estrutura e suporte especializado para dar sustentação ao projeto.
Esse modelo de atuação já apareceu em outras coberturas de festivais de grande porte e também em operações recentes no circuito nacional. No caso do Lollapalooza, porém, a escala do evento amplia ainda mais a responsabilidade sobre cada escolha técnica.
Na prática, essa parceria funciona como uma engrenagem em que operação e retaguarda precisam caminhar juntas. Em um ambiente como esse, não basta ter equipamento disponível. É preciso ter integração, previsibilidade, conhecimento aplicado e uma estrutura capaz de absorver a complexidade do evento sem comprometer a entrega.
A tecnologia usada no festival
A operação técnica do Lollapalooza Brasil 2026 contou com uma estrutura robusta, preparada para atender diferentes demandas de captação, comutação, distribuição de sinais e comunicação entre equipes.
Entre os principais recursos envolvidos estavam 4 unidades móveis, mesas de áudio Allen & Heath, 4 switchers Constellation 4K/8K, além de um parque de câmeras composto por câmeras Panasonic 4K, câmeras Blackmagic 4K, câmeras robóticas Panasonic UE150 e microcâmeras Panasonic e Marshall.
A operação também utilizou diferentes conjuntos de lentes, incluindo Box 101, Box 88, Box 72, lentes 40 e lentes GA, além de VTRs HyperDeck, sistemas de comunicação RTS, Riedel e Hollyland, e uma infraestrutura de sinal que envolveu 90 conversores de fibra SDI.
No campo da conectividade, o projeto exigiu 20 km de fibra apagada para interligação entre palcos, Lolla Lounge, paddock de artistas, CCO, sala de imprensa e áreas de apoio, além de 5 km de fibra SMPTE para câmeras, 1.000 metros de cabo de áudio e 1.000 metros de cabo de AC. Tudo isso foi sustentado por uma equipe com mais de 80 profissionais.
Esses números ajudam a mostrar a dimensão real da operação. Em eventos desse porte, cada metro de cabo, cada rota de fibra, cada ponto de interligação e cada sistema de comunicação interferem diretamente na estabilidade do resultado final.
Quando a estrutura invisível sustenta toda a experiência
Em um festival como o Lollapalooza, a técnica precisa desaparecer para que a experiência apareça. Quando o público vê cortes consistentes, sinais chegando com estabilidade, comunicação funcional entre equipes e fluxo organizado entre diferentes áreas do evento, isso não acontece por acaso. Acontece porque houve planejamento e execução sustentados por uma base técnica confiável.
Esse raciocínio conversa diretamente com o papel da estabilidade do sinal no broadcast profissional. O que, em teoria, parece apenas uma decisão de infraestrutura, na prática define a segurança de toda a operação. Em ambientes ao vivo, onde qualquer falha tem impacto imediato, confiabilidade não é diferencial. É requisito.
O mesmo vale para a camada de fibra, SMPTE e conectividade crítica. Em operações desse tipo, robustez física, padrão técnico e consistência de transmissão deixam de ser atributos invisíveis e passam a sustentar tudo o que acontece na ponta. É uma lógica que também aparece quando a Seegma aprofunda temas como conectividade de alta exigência no audiovisual e a importância de trabalhar com soluções consolidadas para ambientes profissionais.
O que a parceria entrega na prática
A colaboração entre Seegma e Flashlinks em um evento como o Lollapalooza Brasil 2026 mostra, na prática, como uma parceria técnica bem estruturada vai muito além do fornecimento pontual de equipamentos.
Ela entrega integração entre sistemas, confiabilidade no transporte de sinais, suporte para ambientes críticos, estrutura para operações multicâmera e segurança para que diferentes frentes do evento trabalhem de forma coordenada. Em festivais de grande porte, esse tipo de suporte não é acessório. Ele é parte do que torna a operação possível.
Mais do que estar presente em um grande festival, a Seegma reforça seu posicionamento como parceira técnica em projetos que exigem leitura operacional, consistência de infraestrutura e domínio real das necessidades do broadcast e do audiovisual ao vivo.






