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João Rock 2025: música, tecnologia e diversidade em destaque no interior paulista

Larissa Pinheiro
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Ribeirão Preto, SP – No Parque Permanente de Exposições desta cidade do interior paulista, mais de 60 mil fãs se reuniram no dia 14 de junho de 2025 para celebrar a música brasileira em sua 22ª edição do Festival João Rock. Foram cerca de 14 horas ininterruptas de shows vibrantes, unindo gerações ao som de rock, reggae, rap, MPB e muito mais. O evento, conhecido por seu line-up 100% nacional, superou expectativas e mostrou por que já é comparado aos maiores festivais do país – porém com uma identidade única, enraizada na valorização da cultura local.

João Rock 2025 em números

  • Público: ~60 mil pessoas presentes no parque

  • Line-up: 36 atrações brasileiras divididas em 5 palcos (4 principais + 1 extra)

  • Duração: 14 horas seguidas de música ao vivo

  • Transmissão: alcance nacional via TV e internet, com dezenas de câmeras em ação na cobertura

Diversidade musical e atrações para todos os gostos

O João Rock consagrou-se por abraçar a diversidade musical. Em 2025 não foi diferente: o festival montou quatro palcos temáticos, além de estrear um quinto espaço extra totalmente dedicado ao rock independente. No Palco João Rock (o principal, com dois palcos gêmeos para shows alternados sem intervalos), desfilaram gigantes da música brasileira com décadas de carreira – Planet Hemp, Barão Vermelho, Nando Reis, Cidade Negra, Natiruts, entre outros –, dividindo a programação com nomes em alta no cenário atual, como BaianaSystem, Maneva, Rael e Drik Barbosa, e ainda revelações da nova geração, a exemplo de MC Cabelinho, Duquesa, Melly e Kayblack. O resultado foi um encontro de estilos e gerações que levou o público ao delírio.

No Palco Brasil, a edição deste ano prestou uma homenagem especial à Black Music brasileira. Transformado em um grande “baile black”, esse palco reuniu ícones lendários do soul/funk nacional – como Seu Jorge, Sandra de Sá, a banda Black Rio com convidados, e o Baile do Simonal – celebrando as raízes negras da nossa música. Um dos momentos mais aclamados foi a apresentação do veterano Tony Tornado, aos 94 anos de idade, cantando com a energia de um garoto ao lado da Banda do Síndico, composta por músicos que tocaram com Tim Maia. “As apresentações do Palco Brasil proporcionam uma viagem pela história da black music nacional, reunindo artistas lendários que mantêm esse legado vivo”, comentou Marcelo Rocci, um dos organizadores do festival.

Já o Palco Aquarela foi dedicado às vozes femininas e à MPB contemporânea, colocando holofote em cantoras de diferentes gerações. A cantora Vanessa da Mata dividiu o dia com talentos mais novos como Carol Biazin e Ana Cañas em shows solo, enquanto encontros especiais marcaram o palco: Zélia Duncan recebeu o parceiro Paulinho Moska em uma performance emocionante, e a jovem revelação Melly trouxe Sued Nunes para uma participação que encantou os fãs. Esse diálogo entre o novo e o clássico mostrou a força da poesia e da diversidade na nossa música popular.

No Palco Fortalecendo a Cena, a aposta foi na produção independente e nos ritmos urbanos. Nele brilharam nomes em ascensão do rap, trap e hip-hop nacional – a exemplo da rapper Duquesa, do trapper Yunk Vino, do MC Kayblack e do funkeiro MC Cabelinho – levando ao festival a voz das periferias e da juventude. Em um show colaborativo, Drik Barbosa dividiu o palco com Budah e Cristal, em uma celebração do empoderamento feminino e da representatividade negra no hip-hop. Entre rimas e batidas fortes, esses artistas provaram, nas palavras do organizador Luit Marques, “o propósito do festival: celebrar a grandeza musical do Brasil”.

A lendária banda Barão Vermelho empolga o público no Palco João Rock, representando o rock nacional clássico na noite do festival.

Por fim, a novidade desta edição ficou por conta do Palco Eisen Rock, inaugurado em parceria com a marca de cerveja Eisenbahn. Esse quinto palco, 100% dedicado ao rock n’ roll independente, ofereceu oito horas de rock sem parar. Bandas da cena local (como M.I.L.A., Banda Sheik e Versão Dois) e o vencedor de um concurso de novos talentos tiveram a chance de se apresentar para a multidão, enquanto um DJ animava os intervalos. Além disso, o espaço contou com atividades interativas para os fãs, incluindo uma oficina de customização de pôsteres de rock e ações promocionais da marca patrocinadora – um bônus que acrescentou ainda mais experiência ao público roqueiro.

Momentos marcantes: bastidores, homenagens e discursos

Em meio à maratona de shows, o João Rock 2025 foi marcado por momentos emocionantes no palco e discursos engajados. Na parte da tarde, apresentações trouxeram um tom de ativismo: a cantora Sandra de Sá puxou coros contra o racismo e o etarismo, levantando bandeiras de respeito e igualdade, enquanto a rapper Duquesa usou seu tempo no microfone para fortalecer a mensagem de empoderamento feminino – chegando a aconselhar: “Não importa o que você faça, seja a melhor naquilo que se propõe”. Essas manifestações reforçaram o caráter consciente e diverso do festival, onde a música serve também de plataforma para causas sociais.

Quando a noite caiu em Ribeirão Preto (junto com a temperatura, típica das noites de junho), o público seguiu firme diante dos palcos para prestigiar os clássicos e homenagens. Shows de rock e reggae de veteranos como Barão Vermelho, Cidade Negra e Marcelo Falcão mantiveram a plateia aquecida. Mas foi durante a apresentação de MC Cabelinho que o chão tremeu de verdade: o jovem artista carioca, destaque do funk e trap, surpreendeu ao homenagear a lendária banda Charlie Brown Jr.. Ao som de “Céu Azul”, Cabelinho uniu gerações em um coro emocionante – milhares de vozes cantando juntas cada verso da música, em tributo a Chorão e seu grupo icônico. Na sequência final da noite, dois headliners de peso fecharam o festival em alto nível, em palcos distintos: a banda Planet Hemp, liderada por Marcelo D2, e o cantor Seu Jorge. Ambos entregaram performances eletrizantes, garantindo que o João Rock 2025 terminasse “com chave de ouro”, como destacou a imprensa local.

Nos bastidores, a edição também teve sabor agridoce com despedidas. A banda de reggae Natiruts, presente em sete edições do João Rock desde 2009, fez seu último show no festival como parte da turnê de encerramento de sua carreira. Em tom emotivo, os brasilienses se despediram dos palcos do evento que ajudaram a consagrar, deixando uma mensagem de amor e paz que ecoou entre fãs de diferentes gerações. Foi um presente aos fãs e ao próprio festival – como ressaltou Marcelo Rocci, organizador, a relação do João Rock com o Natiruts é histórica e essa despedida entrou para a memória afetiva do público.

Estrutura, público e repercussão na mídia

Para além da música, o João Rock 2025 proporcionou uma experiência completa de entretenimento. O público – composto majoritariamente por jovens adultos, mas também famílias inteiras e veteranos de outras edições – pôde aproveitar diversas atrações fora dos palcos. Pelo parque de exposições, era possível avistar uma roda-gigante iluminando a noite, tirolesas e outros brinquedos de parque desafiando os corajosos, passeios de balão para os que queriam uma visão panorâmica, além de estandes interativos com brindes e atividades patrocinadas. Essas opções garantiram diversão contínua e filas animadas durante todo o dia, mostrando que o festival entende seu público para além do consumo musical.

A organização impecável do evento também foi destaque e rendeu elogios. Com quatro palcos principais distribuídos em uma área de 160 mil m² (do tamanho de dezenas de campos de futebol) e um fluxo constante de pessoas, a logística teve de ser precisa – e foi. Os relatos dos presentes e da imprensa apontaram que mesmo com a grande multidão não houve tumulto: a entrada e saída ocorreram sem incidentes, a circulação interna fluiu bem, haviam pontos de hidratação gratuitos, banheiros limpos em quantidade adequada e uma segurança eficiente porém discreta. “O festival lança um desafio aos concorrentes… fazer um evento de grande porte, como foi feito, com boa organização, sem empurra-empurra ou acidentes”, publicou o portal Terra em sua resenha, enaltecendo o padrão exemplar do João Rock.

Outro dado que impressiona é o alcance nacional do festival. Ribeirão Preto, a cidade anfitriã, é apenas a 8ª mais populosa do estado de São Paulo, porém nos dias do João Rock ela recebe um verdadeiro êxodo de fãs de todo o Brasil. Estima-se que apenas 20% do público seja local de Ribeirão, enquanto cerca de 80% vem de outras cidades e estados. Gente que viaja horas – às vezes atravessando o país – para não perder o “clássico” encontro anual da música brasileira. Esse fenômeno reforça o protagonismo do interior paulista como destino cultural e mostra a força da marca João Rock entre os amantes de festivais.

A repercussão na mídia refletiu esse sucesso estrondoso. Diversos veículos destacaram a diversidade e a proposta singular do evento. A Rolling Stone Brasil, por exemplo, comparou o João Rock aos gigantes Lollapalooza e Rock in Rio, afirmando que ele “não fica devendo em nada” a esses festivais internacionais em termos de atrações, estrutura e público – com o diferencial de ter um line-up inteiramente brasileiro e celebrar nossa cultura. Para a revista, o João Rock provou mais uma vez o poder da música em conectar gerações e ritmos diversos sem perder a essência, criando um espaço plural tanto para o público quanto para os artistas. Já o portal Terra enfatizou os discursos políticos e a conscientização social presentes nos shows, assim como a excelência da produção ao evitar tumultos e problemas estruturais mesmo com um mar de gente. Em resumo, a mídia coroou o João Rock 2025 como um festival memorável, que equilibrou entretenimento e mensagem, nostalgia e novidade.

Tecnologia nos bastidores: a parceria Seegma e Flashlinks/Cineloc

Por trás de um festival dessa magnitude, há uma verdadeira operação de guerra tecnológica para tudo sair perfeito – e em 2025 isso ficou ainda mais evidente. A Flashlinks/Cineloc, empresa responsável pela produção técnica e transmissão do João Rock, contou mais uma vez com a parceria da Seegma como fornecedora de equipamentos audiovisuais de ponta para o evento. Graças a essa colaboração, cada momento dos shows pôde ser capturado e exibido em telas e transmissões com a mais alta qualidade de imagem e som.

Para atender tanto ao público presente quanto aos milhões de espectadores acompanhando de casa, a infraestrutura técnica mobilizada foi impressionante. Foram utilizadas unidades móveis de transmissão (OB vans) estacionadas no local, conectadas a 36 câmeras profissionais Blackmagic posicionadas estrategicamente pelos palcos e plateia. Imagens aéreas também entraram na festa, com drones sobrevoando a multidão e captando tomadas espetaculares. Gruas de câmera e trilhos motorizados garantiram ângulos cinematográficos dos artistas no palco. Toda essa parafernália exigiu mais de 10 km de cabos de fibra óptica para interligar equipamentos e salas de controle, assegurando uma transmissão ao vivo estável e em alta definição.

A preparação desse aparato começou bem antes do público entrar: uma equipe de cerca de 80 profissionais técnicos trabalhou durante cinco dias de montagem para erguer telões, câmeras, torres e sistemas de som, afinação tudo nos mínimos detalhes. No dia do festival, a operação correu por 24 horas ininterruptas, do amanhecer pós-montagem até o encerramento dos shows e o desmontar das estruturas. De fato, a transmissão ao vivo alcançou múltiplos canais: os canais Multishow, BIS e afiliadas da Globo (EPTV) exibiram os shows em tempo real, assim como o streaming pelo site e redes oficiais do João Rock e da rádio 89 FM – levando a energia de Ribeirão Preto para todo o Brasil.

O vocalista da banda Maneva se apresenta durante a tarde no João Rock 2025; a estrutura de som, luz e vídeo, fornecida por parceiros técnicos do festival, garantiu qualidade de show para o público de 60 mil pessoas.

A Seegma, empresa com mais de 35 anos de atuação no mercado audiovisual, foi a responsável por fornecer grande parte dos equipamentos e soluções tecnológicas usadas no festival – de câmeras de altíssima resolução a sistemas de PA de áudio e painéis de LED. “Nossas soluções avançadas foram fundamentais para o sucesso do evento”, avalia a equipe técnica, ressaltando que a integração entre as plataformas de vídeo, áudio e iluminação permitiu uma experiência imersiva e de alta qualidade para quem estava lá no Parque e para quem acompanhou à distância. Em outras palavras, a tecnologia atuou nos bastidores como uma protagonista silenciosa: o público talvez não veja os quilômetros de cabos sob seus pés ou as unidades de controle atrás do palco, mas sente o efeito – seja naquele solo de guitarra ecoando limpo pelos alto-falantes ou nas imagens close-up do vocalista chorando de emoção no telão. Tudo isso foi viabilizado pela engenharia audiovisual de parceiros como a Seegma, que mais uma vez mostrou competência em eventos de grande porte.


João Rock 2025 fica marcado, assim, como um encontro poderoso entre música, pessoas e tecnologia. Em um único dia, Ribeirão Preto se transformou na capital da música brasileira, unindo tribos de todo canto em uma celebração plural e inesquecível. O festival reafirmou seu compromisso de valorizar a cena nacional – do rock ao rap, do reggae ao pop – e provou que inovação e tradição podem andar juntas. Para o público, fica a saudade e a certeza: ano que vem tem mais João Rock, com toda a energia jovem de sempre e, claro, o suporte indispensável da tecnologia para fazer esse espetáculo acontecer. Como diz a máxima entre os fãs, “Viva o clássico, descubra o novo”, e que venha João Rock 2026!

Fontes: João Rock (site oficial); CNN Brasil; Rolling Stone Brasil; Terra; Phábrica de Ideias (assessoria).

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